www.ical.org.br - contato@ical.org.br                                                          n° 001 - maio de 2011



• ACONTECEU

Dia das Mães na Subprefeitura de Pinheiros

No último dia 6 de maio o ICAL levou música e descontração para a Subprefeitura de Pinheiros. As 21 senhoras do Coral Sintonia Plena, sob a regência do maestro Leandro Toledo, homenagearam as mães que trabalham no local e também aquelas que passavam em busca de atendimento. O evento contou com a presença da chefe de gabinete Norma Suely Valente.

Para Vera Veloso, do Departamento de Cultura da Subprefeitura de Pinheiros, a música fica na memória das pessoas e é isso o que o subprefeito Geraldo Mantovani Filho quer manter: “boas lembranças e certo saudosismo em todos”.

O ICAL já esteve na Subprefeitura de Pinheiros com o projeto Natal Iluminado, em parceria com a Associação Comercial de Pinheiros. Segundo Dinah Choichit, presidente do ICAL, homenagear as mães é uma oportunidade de realizar a integração entre mães, música e cultura.

A escritora associada do ICAL, Dinah Ribeiro de Amorim, leu um texto de sua autoria em homenagem às mães presentes e ausentes e Sônia Regina Scanferla Passos, da chefia do Gabinete, declamou uma poesia de Ana Maria Maruggi, coordenadora da Oficina Ideias e Ideais do ICAL, que homenageou a mulher-mãe [leia ao lado].

O Coral Sintonia Plena, do Tendal da Lapa, faz parte da equipe ICAL de difusão da cultura. Apresenta com alegria e descontração uma seleção eclética de composições. Na oportunidade apresentou, dentro do repertório, músicas específicas em homenagem às mães: Como é grande o meu amor por você [Roberto Carlos], Tudo por amor (Can’t buy me Love) [Beatles (versão Rita Lee)] e Maria, Maria [Milton Nascimento].

Todas as mães presentes no evento receberam flores da Subprefeitura de Pinheiros.

Texto: Célia Gennari


SER MÃE

Autora: Ana Maria Maruggi

Não faz outra coisa a mãe senão amar.
Amar pelo prazer de fazer bem a outro.
Dar sem receber, nada tendo sido imposto
Vigiar sem cansaço para outro descansar.

Não há graduação de maternidade
A mãe já aprende desde o ventre
Que ser mãe é carregar o filho sempre
Não importando condição, nem idade

Se não sabe como agradar, aprende.
Ficar perto mesmo estando distante
Para a mãe, o filho é sempre aspirante
Marujo do oceano à que ascende

Mãe não é cargo, tarefa, ou profissão
Mãe é evolução do espírito feminino
É pura exaltação à criação, um hino
Um processo de amor, agregação.






• ENTREVISTA

Do canto à poesia: Ivonéte Miranda

Cantora, escritora, poetisa e compositora, Ivonéte Miranda foi homenageada em 2010 pelos “60 anos de Televisão no Brasil”, na Câmara Municipal de São Paulo e no Memorial da América Latina. Atualmente, faz parte do grupo Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira e como membro do I.C.A.L. – Instituto Cultural Artístico e Literário do Brasil atua em eventos, oficinas literárias e saraus. Ivonéte Miranda é nossa homenageada em nossa primeira edição, como símbolo do EIXO CULTURAL que pretendemos fazer entre todos os nossos leitores!

Este pequeno poema traduz bem a personalidade de Ivonéte Miranda:
“Gosto de ter amigos
gosto de querer bem
não quero viver a vida
querendo mal a ninguém!

A vida é feita de amor, de carinho e calor
é uma coisa tão bela
como o desabrochar de uma flor!”.


Eixo Cultural – Você fez muito sucesso no passado e ainda é muito atuante: canta, escreve, declama, compõe... O que pensa das letras das músicas brasileiras nos dias de hoje?
Ivonéte Miranda – As letras atuais são bastante diversificadas, muitas com conteúdo ousado e pouco romântico.
EC – Para você, quais os nossos melhores cantores?
Ivonéte – São vários, dentre os quais aprecio a maneira pessoal de interpretar da Maria Rita.
EC – Como gostaria que fossem nossos programas de televisão?
Ivonéte – Mais cultura.

SOBRE A VIDA

EC – Sente falta do seu passado?
Ivonéte – Na verdade, não posso dizer que sinto falta do passado, pois faço o meu presente ser bastante dinâmico e agradável.
EC – Se pudesse voltar atrás, começaria tudo de novo? Do mesmo jeito?
Ivonéte – Sim.
EC – Considera-se uma mulher realizada na vida?
Ivonéte – As realizações fazem parte da minha vida. Sempre fui feliz, porque a felicidade mora dentro de mim.
EC – Seu sucesso aconteceu por conta do destino, sorte, seu próprio valor ou vontade de Deus?
Ivonéte – A somatória de tudo isso.
EC – Que acha de nossos jovens, hoje? Eles perderam o romantismo?
Ivonéte – São variados os tipos de jovens nos dias de hoje. Existem aqueles que desperdiçam a juventude e outros que sabem desfrutar dela. Acredito muito na família e no diálogo, mas ambos andam muito desgastados. Talvez a interação da família e do diálogo na vida do jovem possa fazer ressurgir o “velho” romantismo.

Nota: Para conhecer mais Ivonéte Miranda, acesse: http://icaltextos.blogspot.com/search?q=ivonete+miranda

Entrevista: Dinah Ribeiro de Amorim (18/03/2011)
Edição: Célia Gennari



• NA LEMBRANÇA

“Viveu bastante mas não aprendeu muito!”

“Eu vos abraço, milhões” (2010), foi o último romance escrito por Moacyr Jaime Scliar, que em janeiro deste ano partiu e deixará de nos prestigiar com suas escritas habilidosas, fluentes, no estilo ficção, mas dentro de momentos reais brasileiro. Suas obras de destaque foram: Guerra no Bom Fim, Exército de um Homem Só e Centauro no Jardim foi incluído entre os 100 melhores livros sobre a temática judaica nos últimos 200 anos.

Scliar deixou uma obra grandiosa e uma certa “melancolia” – sua palavra predileta, no ar! Seus assuntos prediletos foram: a imigração judaica, o socialismo, a medicina e a vida do brasileiro pobre.

Nascido em Porto Alegre, aos 23 de março de 1937, no bairro do Bom Fim, começou desde cedo sua vocação de escritor, ouvindo as estórias judaicas contadas pelos seus pais. Moacyr Jaime Scliar partiu como desejava, tranquilamente, como num sonho ou cena de algumas de suas ficções...

Médico, professor, escritor de mais de 70 livros – contos, romances, crônicas, ensaios e ficção infantojuvenil, teve suas obras traduzidas em 12 idiomas, recebendo elogios de vários autores nacionais e estrangeiros. Em 2003, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, sendo o 7º a ocupar o 31º lugar.

Recebeu o prêmio O Jabuti (1993, 1998 e 2009), o A.P.C.A. (1989) e o Casa de Las Américas (1989). E teve Um Sonho no Caroço de Abacate (1998) e Sonhos Tropicais (2002) adaptados para o cinema.

Em certa entrevista declarou que gostaria de uma inscrição em sua lápide: “Viveu bastante mas não aprendeu muito!”. Através desta pequena homenagem, a quem não deve ser esquecido, a equipe do ICAL acrescentou: “Aprendemos muito com os anos que viveu!”.

Redação: Dinah Ribeiro de Amorim (14/03/2011)
Edição: Célia Gennari




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